PC patrão despede trabalhador comunista

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José Casanova foi dirigente do PCP durante décadas. Viveu na clandestinidade antes do 25-A, seis anos nas cadeias do antigo regime, exilado político na Bélgica, diretor do Avante durante 17 anos, menbro do comité central, morreu em 2014 como um dos heróis do Partido Comunista. O seu filho Miguel se não foi já expulso do partido para lá caminha. É sinal de que o PCP não muda. Miguel Casanova foi contra a ideia do partido sustentar a geringonça de António Costa e criticou essa decisão internamente. Foi quanto bastou para passar de funcionário exemplar a funcionário despedido.

O desempregado Miguel Casanova levou a questão para o tribunal que, agora, decidiu condenar o PCP a reintegrar o funcionário. O PCP tem um mês para recorrer da decisão junto do Tribunal da Relação de Lisboa. Para além da questão laboral, que é pertinente e desgasta a imagem do partido, há a questão do exercício das liberdades no seio deste partido. O PCP tem evidentes dificuldades em gerir as liberdades individuais perante o que eles consideram ser “o interesse do coletivo”. Nunca sei bem de que coletivo eles falam, se do partido político se de algum grupo socio-laboral. O PCP está cada vez mais desinteressante.

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